Aprendeu a montar e ainda
garota participava de várias cavalgadas onde ganhou vários
troféus de participação, “meu pai
não gostava muito da idéia pois achava que ia às
cavalgadas para arrumar namorados, mas depois de várias
incertas em que ele aparecia sem avisar, se convenceu de que eu
ia mesmo por gostar dos animais”.
Ainda
adolescente, Lilian deixou Timóteo e foi morar com seu
irmão em Juiz de Fora-MG onde trabalhava durante o dia
para pagar seus estudos a noite e fazer hipismo rural nos fins
de semana. Mais tarde optou pelo hipismo clássico, modalidade
em que conquistou vários títulos.
Em 1998
Lilian foi pela primeira vez a um rodeio profissional em Juiz de Fora,
realizado pela companhia Tony Nascimento “quando vi aquilo
das arquibancadas fiquei louca para montar, havia algumas cowgirls participando
e após o rodeio procurei o Antenor Alexandre, o Loro, e o pedi
para montar. Loro me apresentou ao Tony, levei minha mãe na sexta
feira pois era de menor, ela autorizou e no sábado fiz minha
primeira montaria em cavalos na modalidade bareback e a partir daí
passei a participar dos rodeios da companhia”.
O rodeio mudou mesmo a vida de
Lilian, além de abandonar o hipismo por uma nova modalidade,
ela e Tony Nascimento acabaram se apaixonando e casaram-se em 2000.
A partir daí, Lilian assumiu a área administrativa da
empresa o que fez com que ela tivesse que abandonar a montaria pois
não conseguia mais conciliar as duas coisas, mas em 2001 Lilian
não conseguiu ficar distante do prazer de montar e começou
a madrinhar em alguns rodeios da companhia, logo depois veio a gravidez
que trouxe por fruto “Talles Nascimento”
o
mais novo herdeiro da família e ela teve que temporariamente
abandonar a madrinhagem mas já está pensando em sua volta
e já deu início aos treinamentos.
“A administração é uma obrigação,
o que eu gosto mesmo no rodeio é de ver cavalo e boi pulando,
me sinto realizada Pela família e profissão, hoje convivo
com os animais da forma que sempre quis, diferente de uma época
não muito distante em que ganhei meu melhor presente, uma sela
de montaria, mas tive que vender o animal por não ter pasto para
colocá-lo.”